Uol

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Radiação e Aquecimento Global


Um dos desafios da ciência é medir, com precisão, os efeitos da radiação solar no aquecimento do planeta. Agora, pesquisadores deram um importante passo para determinar a quantidade de energia que o Sol fornece à Terra, e como as variações energéticas podem contribuir para as mudanças climáticas. Em um estudo baseado em dados por satélite e experimentos em laboratório, especialistas em ciências atmosféricas descrevem uma nova e mais acurada forma de fazer essa mensuração, o que, de acordo com eles, vai ajudar a diferenciar o aquecimento provocado por causas naturais daquele causado pela ação do homem. Na primeira análise, os pesquisadores constataram que os valores registrados nos últimos 32 anos são menores do que se acreditava anteriormente. Reportagem de Paloma Oliveto, no Correio Braziliense.

“Melhorar a precisão dos dados sobre a radiação solar significa melhorar as estimativas sobre a influência do Sol no clima da Terra”, argumenta o principal autor do estudo, Greg Kopp, do Laboratório de Física Espacial e Atmosférica da Universidade de Colorado Boulder. O artigo do pesquisador foi publicado na revista especializada da União Americana de Geofísica. De acordo com ele, ainda no início deste ano, novos satélites que serão lançados na atmosfera poderão medir com um nível de confiança maior a radiação total do Sol, ajudando a resolver uma questão ainda polêmica: quão significativa é a contribuição das flutuações da energia solar no aumento da temperatura do planeta.

Com isso, argumenta Kopp, será possível entender melhor os fatores naturais versus a influência antropogênica nas mudanças climáticas. Embora a energia solar seja a fonte primária de aquecimento da Terra, é consenso entre cientistas que o planeta está cada vez mais quente, desde o advento da Revolução Industrial. “Os cientistas precisam saber exatamente quanto desse aquecimento pode ser atribuído à produção de energia do Sol, à ação do homem ou a outras forças naturais”, afirma ao Correio a co-autora do estudo, Judith Lean, do Laboratório de Pesquisas Navais de Washington.

A nova mensuração das flutuações na radiação do Sol foi possível graças a um instrumento da Agência Espacial Americana (Nasa), o Monitor de Irradiação Total (TIM, na sigla em inglês), instalado na espaçonave Sorce. O TIM, que recebeu nova modelagem ótica e foi recalibrado, conseguiu medidas mais precisas do que as registradas pelo Instituto Americano de Padrões e Tecnologia (Nist, em inglês), a agência oficial de padrões industriais dos Estados Unidos. A tecnologia de calibração fez com que o TIM saísse à frente de outros instrumentos semelhantes que, frequentemente, fornecem dados diferentes uns dos outros.

O modelo desenvolvido por Lean — e ajustado aos novos valores — reproduz com alta fidelidade as variações da radiação solar total observadas pelo TIM e indicam que os níveis recentes, comparando-se aos do passado, sofreram uma alteração quase insignificante. A estimativa da cientista é que, na conta da flutuação da energia do Sol, pode-se somar ao aquecimento global uma variação de 0,1ºC durante o ciclo solar, que dura 11 anos. “Observamos, portanto, que essa não pode ser apontada como a principal causa do aquecimento global verificado nas últimas três décadas”, diz a pesquisadora.

Nuvens
A discordância entre cientistas em relação às principais causas e conseqüências do aquecimento global também foi objeto de estudo de uma equipe da Universidade do Havaí Manoa, que acaba de sugerir uma nova abordagem para o assunto. Depois de analisar diversos modelos de clima, o principal autor, Axel Lauer, do Centro Internacional de Pesquisas do Pacífico, concluiu que há “sérias deficiências na simulação da influência sofrida pelas nuvens no clima atual”.

De acordo com ele, alguns autores defendem que a cobertura das nuvens vai aumentar com o aquecimento. Já outros modelos consideram que o contrário ocorrerá, ampliando ainda mais os efeitos negativos das mudanças climáticas. “É uma pena que a maior fraqueza dos modelos esteja justamente em um dos aspectos mais críticos de predição da magnitude do aquecimento”, observa ao Correio.

Para estudar as nuvens, os pesquisadores aplicaram um modelo representando apenas uma região limitada da atmosfera do Oceano Pacífico e de áreas terrestres adjacentes. Nesse local, as nuvens têm grande influência sobre o clima, diz Lauer, ainda que sejam pobremente representadas nos modelos atuais. Com o novo modelo, foi possível verificar até mesmo a reação das nuvens ao fenômeno El Niño. Os cientistas, então, fizeram uma simulação para identificar o comportamento das nuvens em um clima mais quente, como pode ser a Terra daqui a 100 anos. No computador, eles constataram que elas se tornariam mais finas, e a cobertura se reduziria, contribuindo para o aumento do aquecimento do planeta.

O co-autor do estudo, Kevin Hamilton, destacou, no artigo publicado pelo site especializado Science Daily, que a descoberta reforça o alerta sobre os danos provocados pelo aumento de emissões de gases de efeito estufa. “Se os resultados do nosso modelo provarem ser representativos do clima global real, então, na verdade, o clima é mais sensível aos gases de efeito estufa do que os modelos atuais predizem. Mesmo os estudos que preveem as temperaturas mais altas estão subestimando os reais efeitos das mudanças climáticas”, escreveu.

PALAVRA DE ESPECIALISTA
Relação de causa e efeito

“É um círculo vicioso. Temperaturas mais altas significam que as nuvens vão acumular mais calor, o que leva a mais aquecimento. Acredito que as chances de as nuvens nos salvarem de uma mudança climática dramática são bem pequenas. Na verdade, o provável é que elas aumentem ainda mais o aquecimento devido às atividades humanas. Podemos ter certeza de que, se continuarmos com essa trajetória de emissões de gases de efeito estufa, a temperatura vai subir muitos graus Celsius no próximo século.” Andrew Dessler, professor do Departamento de Ciências Atmosféricas da Universidade Texas.

Aquecimento Global ameaça cadeia alimentar marinha


A quantidade de fitoplâncton nos mares tem caído no último século. A queda no conjunto de organismos aquáticos microscópicos com capacidade de fazer fotossíntese foi destacada na edição atual da revista Nature.

Segundo o estudo, a queda é global e ocorreu por todo o século 20. O fitoplâncton forma a base da cadeia alimentar marinha e sustenta diversos conjuntos de espécies, do minúsculo zôo plâncton a peixes, aves e grandes mamíferos marinhos.

"O fitoplâncton é o combustível que move o ecossistema marinho e esse declínio afeta tudo o que está acima na cadeia alimentar, incluindo os humanos", disse Daniel Boyce, da Universidade Dalhousie, no Canadá, principal autor do trabalho.

Boyce e colegas usaram um grande conjunto de dados oceanográficos históricos e atuais em análise que verificou um declínio médio de 1% na quantidade de fitoplâncton nos mares do mundo. A tendência, segundo eles, é particularmente bem documentada no hemisfério Norte, onde a queda foi de 40% com relação aos valores encontrados na década de 1950.

Segundo os pesquisadores, a queda de longo prazo estaria relacionada com as mudanças climáticas globais, incluindo o aumento nas temperaturas das superfícies oceânicas, especialmente nas áreas próximas ao Equador, e alterações nas condições oceanográficas.

O estudo de três anos analisou dados desde 1899. As maiores quedas nos níveis de fitoplâncton ocorreram nas regiões polares e tropicais e em oceanos abertos, onde ocorre a maioria da produção global desse tipo de biomassa.

O fitoplâncton precisa de luz solar e de nutrientes para crescer. E os oceanos, quando mais quentes, tornam-se mais estratificados, o que limita a quantidade de nutrientes que se deslocam das águas mais profundas para a superfície.

As temperaturas mais elevadas, de acordo com o estudo, poderiam estar contribuindo para tornar os oceanos tropicais ainda mais estratificados, levando a uma crescente limitação na disponibilidade de nutrientes e ao declínio do fitoplâncton.

O estudo também concluiu que variações climáticas de grande escala, como o fenômeno do El Niño, afetam a produção de fitoplâncton em uma base anual, ao mudar as condições oceanográficas de curto prazo.

Os resultados contribuem para o crescente aumento de evidências científicas que indicam que o aquecimento global está alterando os mecanismos básicos dos ecossistemas marinhos.

"O declínio do fitoplâncton pelas mudanças climáticas é outra dimensão importante das alterações globais observadas nos oceanos, que já estão estressados pelos efeitos da pesca e da poluição. Novas ferramentas observacionais e uma melhor compreensão científica são necessárias para permitir previsões acuradas da saúde futura dos oceanos", disse Marlon Lewis, outro autor do estudo.

Ajudando o planeta Terra


Como posso ajudar:


° Economizando água;

° Reciclando o Lixo;

° Fazendo coleta seletiva de Lixo;

° Minimizando a poluição nas grandes cidades;

° Colaborando com a reciclagem de lixo;

° Regulando constantemente os automóveis para evitar a queima de combustíveis de forma desregulada;

° Controlar a emissão de gases poluentes nas indústrias;

° Ampliando a geração de energia através de fontes limpas e renováveis: hidrelétrica, eólica, solar, nuclear e maremotriz. Evitando ao máximo a geração de energia através de termoelétricas, que usam combustíveis fósseis;

° Priorizando o uso de transporte coletivo e bicicletas, evitando se possível o uso de carros de passeio;

° Usando ao máximo a iluminação natural dentro dos ambientes domésticos;

° Não praticando desmatamento e queimadas em florestas;

° Plantando mais árvores para ajudar a diminuir o aquecimento global.




quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Poluidores


Os países industrializados são os maiores responsáveis pela emissão de gás carbônico na atmosfera. A maior parte da degradação foi causada (historicamente) pelos países desenvolvidos.
Os EUA com 4% da população mundial, são os responsáveis por mais de 20% de todas as emissões globais de gases do efeito estufa.
Através do Protocolo de Kyoto, acordo internacional promovido pela ONU, em vigor desde fevereiro de 2005, vários países industrializados se comprometeram a reduzir em 5% as emissões de gases do efeito estufa até 2012 em relação aos níveis de 1990. O governo do presidente George Bush se recusou a assinar o tratado. Contrários a esta decisão, prefeitos de centenas de cidades americanas assumiram compromissos para reduzir suas emissões.

Para atingir suas metas, os países ricos podem contar com o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), que permite a compra de “créditos de carbono” dos países em desenvolvimento, como o Brasil, adotando projetos que comprovadamente reduzam as emissões de gases de efeito estufa nos setores energético, de transporte e florestal (contempla o plantio de árvores, mas não a conservação de florestas já existentes).

Os países desenvolvidos que mais emitiram gás carbônico em 2004 foram nesta ordem: EUA, Japão, Alemanha, Canadá, Reino Unido, Austrália, Itália, França, Espanha e Polônia. Os dados são do documento oficial da Convenção de Clima das Nações Unidas, 2006. (UNFCCC)

Considerando todos os países, os que mais contribuem para o efeito estufa são: EUA (20%), China (15%), União Européia (14%), Rússia (6%), Índia (5,6%), Japão (4%), Alemanha (3%), Brasil (2,5%), Canadá (2,1%) e Inglaterra (2%). Fonte: World Resources Institute (2005).

A China superou os EUA em emissão de CO2 em 2006, por 7,5%, segundo a Agência de Avaliação Ambiental da Holanda. Os países desenvolvidos transferem muita indústria manufatureira para a China. O país com uma população de 1,3 bilhão, emite cerca de 4,7 toneladas de CO2 por habitante, contra 19,2 toneladas nos EUA.

A demanda global por energia subirá muito nas próximas décadas devido à ascensão econômica da China e da Índia, países que reúnem 40% da população mundial. As duas nações têm como principais fontes o carvão mineral (energia "suja"). Uma alternativa é o desenvolvimento de novas tecnologias que utilizam à biomassa.

O Brasil se baseia principalmente nas hidrelétricas para gerar energia (limpa), mas consideradas as emissões totais de gases do efeito estufa liberados pelas queimadas e pela agropecuária, o Brasil é um dos maiores poluidores.
O país necessita conter desmatamentos e queimadas. Uma das funções das florestas é absorver gás carbônico da atmosfera através da fotossíntese, promovendo o seqüestro de carbono. No Brasil, as queimadas na Amazônia respondem pela maior parte das emissões de gases que produzem o efeito estufa. Esta gigantesca região necessita de medidas de conservação. Quando se derruba uma árvore, o gás carbônico que estava estocado nela vai para a atmosfera.

Embora tenha 45% da energia originada de fontes não-poluentes e da produção de biocombustíveis, o Brasil precisa de uma política pública eficaz contra o desmatamento para impedir o aumento das emissões de gás carbônico. Atualmente, o Brasil é o quarto emissor de gás carbônico do mundo, despejando cerca de um bilhão de toneladas por ano, segundo o Ministério de Ciência e Tecnologia. As razões desse volume não estão nos veículos ou nas chaminés das fábricas. Isso porque 75% das emissões do principal gás causador do efeito estufa são provocadas pelas derrubadas de árvores. (Agência Brasil 02/07/07).

No setor de energia, o Brasil teve importantes iniciativas ao desenvolver o programa do álcool e biodiesel, além de possuir grande potencial para a implementação de sistemas de energia solar, eólica e de aproveitamento de biomassa.

A queima de combustíveis fósseis é a principal causa do aumento da concentração de gases de efeito estufa na atmosfera e os impactos do aquecimento global ameaçam as florestas. O ambiente quente e seco fica mais vulnerável ao fogo. Se o mundo não for capaz de controlar a emissão de gases poluentes, a floresta Amazônica entrará em colapso. Grandes porções da floresta se tornarão área de cerrado (processo de savanização) e causará uma grande perda de biodiversidade.

Segundo o WWF, "o motor hidrológico da Amazônia tem um grande papel na manutenção do clima global e regional. A água liberada por plantas na atmosfera e por rios no oceano influencia o clima mundial e a circulação das correntes oceânicas".

Em média, cada americano é responsável pela emissão de cerca de 22 toneladas de dióxido de carbono por ano, de acordo com as estatísticas das Nações Unidas, um número per capita muito maior do que em qualquer outra nação industrializada, onde a média de emissão é de 6 toneladas de dióxido de carbono por pessoa.

Efeito Estufa


O efeito estufa é um fenômeno natural indispensável para manter a superfície do planeta aquecida. Sem ele, a Terra seria muito fria, cerca de -19ºC. Os gases do efeito estufa são capazes de reter o calor do Sol na atmosfera, formando uma espécie de cobertor em torno do planeta, impedindo que ele escape de volta para o espaço.


Este fenômeno se torna um problema ambiental, quando a emissão de gases do efeito estufa (como o gás carbônico, o metano e o óxido nitroso), é intensificada pelas atividades humanas, causando um acréscimo da temperatura média da Terra conhecida como Aquecimento Global.

O frágil equilíbrio natural do clima foi rompido com a revolução industrial. A temperatura global média aumentou 0,74ºC entre 1906 e 2005. Os anos mais quentes ocorreram de 1995 para cá. Segundo o relatório de pesquisas dos cientistas do IPCC - Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (fev. 2007):
- não restam dúvidas de que o aquecimento do planeta está sendo provocado pela ação humana;
- a temperatura média do planeta subirá de 1,8ºC a 4ºC até 2100 (3ºC em média);
- furacões e ciclones terão mais força;
- as áreas de seca devem se expandir;
- teremos ondas de calor mais intensas, mais inundações;
- o nível do mar deve aumentar entre 20 e 60 centímetros até o fim do século, sem levar em conta os efeitos prováveis do degelo dos pólos;
- metade de todas as espécies animais estarão sob risco de extinção no fim do século 21.

O possível impacto do aquecimento global no Brasil previsto por pesquisadores brasileiros do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais):
- Nos próximos anos, as regiões Sul e Sudeste vão sofrer com chuvas e inundação cada vez mais freqüente.
- A floresta Amazônica pode perder 30% da vegetação, por causa de um aumento na temperatura de vai de 3ºC a 5,3ºC até 2100.
- No Nordeste, até o fim do século, a variação deve ficar entre 2ºC e 4ºC.
- O nível do mar deve subir 0,5 metros nas próximas décadas e 42 milhões de pessoas podem ser afetadas.
- O aumento na temperatura no Centro-Sul do país deve ser de 2ºC a 3ºC, aumentando a força das tempestades.
O Brasil precisa de um plano nacional de mudanças climáticas englobando vulnerabilidade, impactos e adaptação.

A concentração de gás carbônico ou dióxido de carbono (CO2) na atmosfera cresceu principalmente pelo uso de combustíveis fósseis (carvão, petróleo, gás natural) em termelétricas, indústrias, automóveis e também pela devastação e queima de florestas.
O CO2 é o gás que mais contribui para o aquecimento global. O gás carbônico emitido hoje permanece na atmosfera por um longo relativo tempo (cerca de 100 anos).

Causas do Aquecimento Global


Mudanças climáticas ocorrem devido a fatores internos e externos. Fatores internos são aqueles associados à complexidade derivada do fato dos sistemas climáticos serem sistemas caóticos não lineares. Fatores externos podem ser naturais ou antropogênicos.

O principal fator externo natural é a variabilidade da radiação solar, que depende dos ciclos solares e do fato de que a temperatura interna do sol vem aumentando. Fatores antropogênicos são aqueles da influência humana levando ao efeito estufa, o principal dos quais é a emissão de sulfatos que sobem até a estratosfera causando depleção da camada de ozônio (fonte: IPCC).

Cientistas concordam que fatores internos e externos naturais podem ocasionar mudanças climáticas significativas. No último milênio dois importantes períodos de variação de temperatura ocorreram: um período quente conhecido como Período Medieval Quente e um frio conhecido como Pequena Idade do Gelo. A variação de temperatura desses períodos tem magnitude similar ao do atual aquecimento e acredita-se terem sido causados por fatores internos e externos somente. A Pequena Idade do Gelo é atribuída à redução da atividade solar e alguns cientistas concordam que o aquecimento terrestre observado desde 1860 é uma reversão natural da Pequena Idade do Gelo (Fonte: The Skeptical Environmentalist).

Entretanto grande quantidade de gases tem sido emitidos para a atmosfera desde que começou a revolução industrial, a partir de 1750 as emissões de dióxido de carbono aumentaram 31%, metano 151%, óxido de nitrogênio 17% e ozônio troposférico 36% (Fonte IPCC).

A maior parte destes gases são produzidos pela queima de combustíveis fósseis. Os cientistas pensam que a redução das áreas de florestas tropicais tem contribuído, assim como as florestas antigas, para o aumento do carbono. No entanto florestas novas nos Estados Unidos e na Rússia contribuem para absorver dióxido de carbono e desde 1990 a quantidade de carbono absorvido é maior que a quantidade liberada no desflorestamento. Nem todo dióxido de carbono emitido para a atmosfera se acumula nela, metade é absorvido pelos mares e florestas.

A real importância de cada causa proposta pode somente ser estabelecida pela quantificação exata de cada fator envolvido. Fatores internos e externos podem ser quantificados pela análise de simulações baseadas nos melhores modelos climáticos.

A influência de fatores externos pode ser comparada usando conceitos de força radiativa. Uma força radiativa positiva esquenta o planeta e uma negativa o esfria. Emissões antropogênicas de gases, depleção do ozônio estratosférico e radiação solar têm força radioativa positiva e aerossol tem o seu uso como força radiativa negativa. (fonte IPCC).

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Entenda o que é Aquecimento Global


O Aquecimento global é um fenômeno climático de larga extensão um aumento da temperatura média superficial global que vem acontecendo nos últimos 150 anos. Entretanto, o significado deste aumento de temperatura ainda é objeto de muitos debates entre os cientistas. Causas naturais ou antropogênicas (provocadas pelo homem) têm sido propostas para explicar o fenômeno.

Grande parte da comunidade científica acredita que o aumento de concentração de poluentes antropogênicos na atmosfera é causa do efeito estufa. A Terra recebe radiação emitida pelo Sol e devolve grande parte dela para o espaço através de radiação de calor. Os poluentes atmosféricos estão retendo uma parte dessa radiação que seria refletida para o espaço, em condições normais. Essa parte retida causa um importante aumento do aquecimento global.

A principal evidência do aquecimento global vem das medidas de temperatura de estações metereológicas em todo o globo desde 1860. Os dados com a correção dos efeitos de "ilhas urbanas" mostra que o aumento médio da temperatura foi de 0.6+-0.2 C durante o século XX. Os maiores aumentos foram em dois períodos: 1910 a 1945 e 1976 a 2000. (fonte IPCC).

Evidências secundárias são obtidas através da observação das variações da cobertura de neve das montanhas e de áreas geladas, do aumento do nível global dos mares, do aumento das precipitações, da cobertura de nuvens, do El Niño e outros eventos extremos de mau tempo durante o século XX.

Por exemplo, dados de satélite mostram uma diminuição de 10% na área que é coberta por neve desde os anos 60. A área da cobertura de gelo no hemisfério norte na primavera e verão também diminuiu em cerca de 10% a 15% desde 1950 e houve retração das montanhas geladas em regiões não polares durante todo o século XX.(Fonte: IPCC).